”O TEMPO EM QUE OS ANIMAIS FALAVAM”
Quando eu era criança, qase todas as histórias
começavam com duas frases bem pequenas: a primeira e mais conhecida é: “Era uma
vez...” Lembra?
A segunda, e também muito conhecida do
brasileiro, era: “No tempo em que os animais falavam...”
Esta recordação antiqüíssima, nos remete
para os filósofos que viveram há 2.500 anos. Sua origem é também lendária
e é revestida de imrtalidade literária
Volta e meia releio seus ensinamentos, e me
parecem mais importantes que o de muitos filósofos atuais. Verdade? ..
Engam-se aqueles que acham e onças não
sobem em árvores. Elas o fazem e, com certa facilidade principalmente quando se sentem acuadas__ por exemplo. Para elas, o problema
não é escalar o tronco; mais sim descer de lá.
Foi exatamente o que
aconteceu com o personagem desta empolgante história, Trata-se de um jovem
felino que, acuado, deu na louca de subir em uma árvore de 3 metros de
altura, onde ficou presa por algum tempo entre os galhos da dita árvore
(ver imagem). Não era uma árvore qualquer; mas uma árvore frondosa. E agora
como descer de lá? A onça, lutou lutou, mas,
sozinha, dificilmente ela não teria condições de reverter o quadro. Pior.
Já ofegante e debilitada só imaginava consigo que ia morrer num estaleiro caso não fosse resgatada.
Mesmo sabendo quem era quem, vários animais da
floresta ofereceram a ela seus prestimos. A começar da corça (animal)
que, deixou de lado o contexto, para salvar a vida do seu proativo predador.
Assim sendo e, que com a ajuda da corça o felino animal conseguiu se
desprender daquele embaraço todo e ele foi salvo da morte
A velha pantera nem
se quer um muito obrigado falou pela ajuda recebida da corça. E ainda
retrucou-a, dizendo: Veja bem. Excelência. Se não foi ontem poderá ser
hoje. Se não for hoje, certamente poderá ser amanhã Prepara-te (sua
gostosona) vou te comer.agora.
O que é isso comadre onça? Retrucou a inocente corça. Você ainda
não sabe que o bem se paga com o bem? Embora seja sabido que nós corços fazemos parte de tua cadeia
alimentar, que mal fiz eu para você querer acabar comigo? "Tadinha de mim"!
A onça
reiterou: Discordo do que dizes. “Desde pequena eu já ouvia mamãe (pantera) que
dizia totalmente o contrario: É que o bem se paga com o mal. E ali, formaram
uma discussão” . Mas, pelo sim e pelo não, disse a onça vou te dar uma
chance de vida. Coisa que não sou acostumada a fazer.
Disse a onça, me companhe agora. Chegou a hora da onça beber água. Veja bem: se caminho eu encontrar
quatro animais que disserem a mesma coisa, ou seja: Que o bem se paga com o bem
e não com o mal (como eu entendo), você estará livre de minhas garras, então,
caso contrário você dançou.

O primeiro
animal que encontraram, foi um cachorro velho sarnento arriado, arrasado e
abandonado pelo dono. A onça perguntou-lhe. Amigo cachorro. Diga-me uma coisa:
Com que é que se paga o bem? O cachorro cabisbaixo e com os olhos esbugalhados argumentou: Pois é, comadre onça. Eu sou um daqueles que falam pouco e dizem muito,
Minhas palavras pode até serem contestadas, mas pesem-lhes antes o valor.
Concordo disse a onça. “Comadre, o
que vou lhe dizer, o digo por experiências vividas.” Durante muitos anos
fui o amigo fiel e em casa, animal de estimação. Mimado, acolhedor, esperto,
vigilante e caçador, Companheiro de meu dono 24-horas. Nunca me calei diante do
dever de ladrar. E agora na velhice meu dono me descartou. Triste será o meu
fim. É por esta razão (comadre onça) que me obrigo a dizer que o bem se paga
com o mal. Entendam-me, por favor. Finalizou.

Mais adiante encontram um cavalo lazarento todo esgualepado, ferido, só o pó da gaita (ver imagem) em razão do trabalho prestado ao seu dono durante
anos a fio e, que também o descartou por um outro animal mais novo.
Ainda em
colóquio com a onça, e desenvolvendo o dialogo o cavalo acrescentou: Comadre
onça. Tem razão do cachorro dizer que o bem se paga com o mal. Eu me tornei
vitima dessa crueldade; algo que fere que doi! Pior. que exclui da vida
animais antes do tempo. Concluiu o relinchão.
Parecia que era mesmo o
dia do infortúnio da corsa
Mas, nem todo mal é aquilo que parece ser.
Um galo que ia passando por ali, ao ser abordado pela
onça parou. A onça lhe perguntou: Amigo Có-Có-Ricó. Não leve a mal. Gostaria de
saber de vossa excelência qual é o motivo que o leva a estar abatido,
jururu e, em meio ao abandono? Foi quando o malfadado (francês) desabafou:
“Enquanto eu era novo, meu dono me tratava como o rei do terreiro”. Era eu quem
o despertava todo dia afim dele não chegar atrasado em seu trabalho. Mesmo trabalhando gratuitamente, nunca
deixei (nem um dia se sequer) de anunciar a aurora de um novo amanhecer, de
contar as horas da madrugada; cantar e animar o terreiro com minha voz metálica
e retumbante.

“Comadre onça . Eu não consigo entender o porquê destes princípios
ante-vida que regem o reino animal. Onde o bem que se presta nem sempre é
reconhecido. Infelizmente (comadre) eu digo que o bem se paga com o mau.
Comadre onça, veja bem, só porque envelhecí, fiquei roco e mau da pernas, e, por não poder coordenar minhas fêmeas, o meu dono me descartou só porque "pendurei a chuteira" (ver imagem). Tadinho do "rei"!

Chegando a fonte lá estava o macaco. Certa de que ganharia a
parada, e em meio à puxação, a onça disse ao mico-amarelo (ver imagem):
compadre, não é exagero alguém afirmar que vossa excelência é um dos animais
mais inteligente da floresta. Todas as decisões e determinações (daqui) passam
pelas tuas mãos. Ou seja: É você quem da à palavra final. Portanto diga-me uma
coisa: Com que é que se paga o bem? “O macaco matreiro que é, quis logo saber a
respeito da intrigante pergunta feita pela onça”. Foi quando a onça contou-lhe
tudo: Tim tim por tim o que estava acontecendo. Disse o macaco: "Pois é comadre onça, quero que saiba
de uma coisa, todo mico-amarelo tem no sangue uma espécime da síndrome de
“Tomé“ Ou seja: Só acredita no que vê. Eu não acredito nem “morto” nessa
tua verssão onde você afirma que quase morreu estaleirada em uma árvore; Logo
quem? A vovó pantera negra? Logo quem? Conhecedora que é dos mistérios do reino
animal, e perita por conhece os engodos da floresta como palma da mão?
Certo? Comade onça, isso é conversa pra boi dormir, E exclamou: não vem que não
tem! Por mim mesmo (comadre), eu não posso decidir nada. A menos
que vocês voltem comigo ao pé da dita árvore façam ali uma breve demonstração de
tudo o que aconteceu. Prometo estar me inteirando melhor sobre esse episódio e,
tentar acabar de vêz com esse nhem nhem nhem nauseante. Dar a sentença que a
corça merece sem, contudo prejudicar a, ou b.
O felino animal despeitado como estava, acabou, caindo no “conto do vigário”. De volta
ao lugar do acidente ecoológico (ver imagem), a onça disse ao macaco. Compadre. Se tiver
coisa que eu detesto é a mentira. Quero através dessa demonstração, provar para
A e B que onça não precisa trapacear sua presa preferida. Aliás, ela vem numa boa e de mão beijada
Compadre macaco, onça é onça é onça de verdade; e é animal carnívoro, e de
sangue frio. Portanto, vou subir de novo na árvore, do qual agora aprendi como
dali descer e com facilidade e, ainda faço questão de afirmar o seguinte:
Castigue-me (se quiserem), os deuses da mata se eu perder esta parada para a
corça.
Disposta a rever o impasse com a corça, (ver imagem), dona pantera num gesto aloprado
escalou o tronco da dita árvore, e por sinal, voltou a cair no mesmo
embaraço arboricola para de lá, nunca mais descer. .E com isto, a crise de medo
reinante na floresta foi superada. Embora não completamente.
Amigo leitor (a), se te ferirem por favor REAJA. Reaja como a ostra que quando ralada pelos grãos de areia do mar, ela reaje; produzindo uma perola preciosa (ver imagem)
Não seja desumano. Nunca pague o bem com o
mal.
Também aprendo aprendo muito com as fábulas!
ResponderEliminarParabéns!
Também aprendo aprendo muito com as fábulas!
ResponderEliminarParabéns!